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CTC lança mais três variedades de cana-de-açúcar PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carla Rossini   
Qui, 06 de novembro de 2008 09:29

 

Cultivares apresentam avanços em relação ao teor de sacarose, produtividade, resistência a doenças e favorecem a colheita mecanizada

 

 

O CTC Cana Show realizado pelo Centro de Tecnologia Canavieira no dia 14 de outubro em Ribeirão Preto mostrou aos produtores e autoridades presentes o lançamento da quarta geração de variedades de cana-de-açúcar, denominadas CTC16, CTC17 e CTC18.

Frutos de anos de pesquisas e desenvolvimento, as novas variedades prometem avanços em relação ao teor de sacarose, produtividade, resistência a doenças e favorecem a colheita mecanizada. Além disso, apresentam capacidade de adaptação a diferentes regiões que produzem cana-de-açúcar no Brasil. “Uma outra característica marcante nessas variedades é a precocidade aliada a um alto teor de sacarose.

Com a antecipação da safra, elas vão cobrir uma lacuna que existe hoje no setor”, explica Nilson Boeta, diretor superintendente do CTC.

O diretor de pesquisa e desenvolvimento do CTC, Tadeu Andrade, explica que as três variedades foram desenvolvidas com base em diversas combinações entre solo e clima encontradas nos diferentes ambientes de produção do Brasil. “Nos últimos quatro anos aconteceram pelo menos 50 ensaios em 24 usinas. Ao final obtivemos excelentes cultivares, capazes de impulsionar a produtividade em todas as áreas de cana-de-çúcar”, afirma.

Tadeu também esclareceu que é possível obter ganhos de produtividade com os novos cultivares, principalmente se os produtores souberem explorar bem o perfil desses materiais, associando-os, por exemplo, ao mapeamento que o CTC está realizando para as suas associadas denominado Carta de Solos e Ambientes de produção.

“Uma variedade pode ser plantada em diversas regiões, mas em momentos diferentes. O uso da variedade correta pode aumentar a produtividade em até 20%”, esclarece Andrade.

Para o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, a geração de novas tecnologias é essencial para acompanhar desenvolvimento do setor e permitir que o Brasil continue sendo uma potência em se tratando de cana-de-çúcar. “Essas pesquisas e lançamentos ajudam os produtores a escolher que tipo de variedade irá proporcionar uma produtividade mais alta e, consequentemente, aumentar seus lucros”, diz Ortolan.

As novas variedades já estão disponíveis aos 177 associados ao CTC. A Canaoeste, através de experimentos na Fazenda Santa Rita, já plantou as novas variedades e deve disponibilizá-las o mais rápido possível aos produtores de cana.

O CTC possui unidades regionais e pólos de seleção varietal instalados em pontos estratégicos da produção nacional de açúcar, etanol e energia, nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. As empresas associadas ao centro respondem por 60% da cana moída no Brasil.

 

VARIEDADES

 

A CTC16 apresenta alto teor de sacarose, produtividade e rápido fechamento. As soqueiras mostraram boa brotação e longevidade na colheita mecanizada de cana crua. De PUI (Período Útil de Industrialização) longo e alto teor de fibra, é recomendada para cultivo na maior parte da safra. Adapta-se a ambientes com alto potencial de produção e também no sistema cana de ano. É resistente à ferrugem, ao carvão, à escaldadura e ao amarelecimento, além de responder bem aos maturadores químicos.

 

A CTC17 se destaca quanto à precocidade e ao alto teor de sacarose. Recomendada preferencialmente para colheita no início da safra, apresenta bom desempenho em solos arenosos e ambientes de baixo potencial produtivo.

 

Mostrou-se estável em ambientes restritivos. Com teor de fibra médio, é resistente ao mosaico, à escaldadura e ao amarelecimento e responde bem a maturadores químicos.

 

A CTC18 possui alta produtividade em todos os cortes, inclusive em regiões de déficit hídrico, com boa tolerância à seca. Possui bom perfilhamento, brotação e longevidade de soqueira, inclusive na colheita mecanizada de cana crua. Recomendada para colheita até o meio da safra, conta com alto teor de fibra. É resistente à ferrugem, à escaldadura, ao mosaico e ao amarelecimento e também responde bem a maturadores químicos.

 

 

 


 


 


 

Última atualização ( Seg, 17 de maio de 2010 10:47 )
 
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