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Cuidados com a barra de herbicida em citros PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ramiro de Souza Lima Neto   
Dom, 24 de agosto de 2008 12:28

Cuidados com a barra de herbicida em citros

Um verdadeiro check-list para ajudar no desempenho deste importante equipamento no controle de mato das propriedades de citros.


Com essa matéria, voltamos a um assunto muito solicitado pelos companheiros de campo que trabalham nos pomares de laranja. A manutenção dos equipamentos agrícolas, que podem ser preventivas ou corretivas, mas que sempre garantem a boa qualidade nas aplicações. A aplicação de herbicida é uma prática utilizada para controlar plantas daninhas que nascem próximas às laranjeiras, influenciando nas produções dessas árvores. Também é conhecida como controle químico do mato e consiste na aplicação de produtos denominados herbicidas, apresentando dois tipos de ações: controle antes do mato germinar, ou seja, pré-emergente; ou após o mato germinar, chamado pós-emergente. Em citros nos dois casos, o equipamento utilizado para aplicação é a barra de herbicida ou barra Bentley como era conhecida devido ao seu inventor. Na barra encapada que desliza sobre dois patins estão fixados os tubos e mangueiras onde são presos os bicos aplicadores, além de uma cortina ou saia móvel - na parte posterior da barra, que protege as folhas da saia das laranjeiras da deriva de gotas. Sua altura e movimento são controlados por pistão hidráulico e por um conjunto de molas e correntes estabilizadoras. Mas não é somente a barra que tem que ser descrita. Existe uma série de componentes que devem ser conhecidos. E conhecê-los apenas, não é suficiente. Precisamos também verificar diariamente seu correto funcionamento. Existem dois tipos de tanques para transportar a calda (mistura do herbicida com a água); os de levantamento hidráulico ou aqueles tracionados sobre rodas. Tanto num caso como no outro, esses tanques são acoplados sobre o chassi, que são estruturas normalmente de metal forte e resistente, onde são fixados vá tanqrios componentes do equipamento. Os depósitos sãos fabricados com fibra de vidro, polietileno assoprado ou inox (devido aos herbicidas serem produtos de alta corrosão) e podem ter a capacidade de 400, 500 ou 2.000 litros, presos por parafusos ou cintas parafusadas ao chassi. Os tanques também têm um medidor ou marcador de nível, que mostra a quantidade de calda dentro do mesmo. No interior do tanque tem, ainda, um agitador que pode ser de pás ou de hélices, ou mesmo de injeção de calda com velocidade, para manter a mistura homogênea durante todo o processo. A pressurização do sistema é mantida por uma bomba acionada pela tomada de força do trator, que tem a função de sugar a calda do tanque e enviá-la até os bicos pelas tubulações, normalmente menores do que as dos atomizadores, pois as pressões de trabalho na aplicação de herbicida normalmente são menores (ao redor de 60 a 80 lbs/pol²). Para manter o sistema todo limpo, item muito importante na aplicação de herbicida, pois os bicos são muito finos, precisamos de um sistema de limpeza que é composto por um filtro de sucção e um filtro de linha, com a finalidade de impedir que impurezas ou partículas maiores existentes na calda passem pelas tubulações e cheguem a entupir os bicos. Conta também com um registro que controla a saída do produto podendo liberar o fluxo e pôr os bicos em funcionamento ou, ainda, fechar o fluxo e manter o sistema funcionando sem a aplicação da calda, usado para interromper a aplicação no fim das ruas ou nas replantas. Possui também um regulador de pressão, componente muito importante, pois ele regula a pressão de serviço (deve ser verificada com manômetro diariamente), fornecendo a vazão para cada tipo de trabalho. Também é constituído por mangueiras que interligam os componentes e uma ponteira móvel de material flexível ligada a uma mola, com a função de alertar ao tratorista do campo de trabalho quando toca em alguma coisa, já que faz barulho, sem que force toda barra.

Dicas de Manutenção

Manutenção preventiva sempre é feita sem paralisar a rotina de serviços e pode ser melhor planejada. Assim máquina revisada e lubrificada corretamente dificilmente trará transtorno para o operador, o que contribuirá para o aumento do rendimento operacional;
• Toda a manutenção deve ser feita com a máquina parada e motor desligado;
Engraxar diariamente: cardam, engate do tanque, mancal dianteiro e traseiro, mexedor e macaco quando houver;
• Observar diariamente o chassi (trincas e fixação dos parafusos);
• Diariamente colocar água no tanque após o término da aplicação, retirar os bicos e filtros e funcionar a máquina até esgotar a água;
• Sempre usar o “coador”, na boca de abastecimento do tanque, para reter impurezas no enchimento do mesmo (substituir a tela sempre que se romper);
• O intervalo entre as limpezas periódicas do filtro depende da qualidade da água, mas recomendamos que a cada abastecimento sejam feitas uma checagem e uma lavagem, quando estiver muito sujo, usar escova com cerdas de náilon ou arcomprimido;
• Substituir os anéis de vedação dos filtros, caso apresentem vazamentos;
• Diariamente verificar o nível de óleo da bomba, completando caso necessário. O óleo deve estar sempre limpo e sem mistura de água ou calda. Substituir também, imediatamente, os retentores, caso apresentem vazamentos;
Trocar o óleo da bomba a cada 100 horas utilizando óleo multiviscoso SAE 30;
• Substituir os reparos todo o fim de safra ou a cada 500 horas;
Limpar os filtros de linha a cada abastecimento; usando em casos mais extremos de qualidade de água, uma escova com cerdas de náilon ou ar comprimido;
• Registros, comando de distribuição e regulador de pressão, nunca podem trabalhar quando apresentarem vazamentos.

Assim, desmontá-los ao fim de cada safra, verificando se apresentam desgastes principalmente de válvulas e sede de válvulas, e substituir quando esse desgaste for constatado. Os anéis devem ser lubrificados com vaselina, nunca use graxa ou derivados de óleo, pois podem danificar as borrachas. Quando for guardar esse equipamento fechar o registro e soltar toda a pressão de trabalho para que a mola não perca sua elasticidade; • Verificação diária das mangueiras, que não podem estar torcidas ou bloqueadas e não devem roçar ou tocar em parte alguma, exceto as abraçadeiras apropriadas. Em caso de algum vazamento, substituir imediatamente; • As condições da barra, do sistema hidráulico e das molas devem ser verificadas diariamente e substituídos ou reparados caso alguma anormalidade seja encontrada; • Os bicos devem ser limpos diariamente ou sempre que houver um entupimento, utilizando água limpa, detergente neutro, escova de cerdas de náilon ou ar comprimido. Quando estiverem vazando 10% a mais do que quando novos, devem ser substituídos. Nunca utilize arame, gravetos ou canivete para limpar, pois danificam os bico

Última atualização ( Qua, 19 de maio de 2010 09:11 )
 
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