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Carta de solos e ambientes de produção: Tecnologia para elevar a produtividade, reduzir custos e reforçar a sustentabilidade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação Revista Canavieiros   
Qui, 06 de novembro de 2008 07:51
 

Carta de solos e ambientes de produção:

Tecnologia para elevar a produtividade, reduzir custos e reforçar a sustentabilidade

 

Projeto é desenvolvido pela Canaoeste em parceria com o CTC desde maio e em cinco anos todos os fornecedores terão suas propriedades classificadas

 

A classificação dos solos com cana-de-açúcar é a nova tecnologia adotada pela Canaoeste desde maio para permitir ao produtor elevar a produtividade e reduzir os custos com insumos e energia, além de reforçar a sustentabilidade da cultura.

Essa nova ferramenta, chamada de Carta de Solos e Ambientes de Produção, é desenvolvida em parceria com o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) e permitirá ao produtor prever sua real possibilidade de ganho de acordo com o seu ambiente de produção e alocação de variedades adequadas.

De acordo com o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, a previsão é que em cinco anos todos os associados estarão com suas áreas classificadas. “Esse é um dos mais importantes e amplos projetos em que a Canaoeste está investindo para possibilitar que o fornecedor amplie a produtividade em sua propriedade.

“O projeto vai identificar e delimitar diferentes tipos de solos dentro de cada propriedade para que o produtor, com bases nessas informações, possa escolher as variedades mais adequadas e melhorar o processo de manejo”, afirmou.

Segundo o gerente do Departamento Técnico da Canaoeste, Gustavo de Almeida Nogueira, para o desenvolvimento do projeto foram contratados novos agrônomos, que foram treinados e capacitados para realizar os levantamentos de campo e toda equipe técnica da Canaoeste vem sendo capacitada para o uso intensificado desta nova ferramenta.

O CTC, desde o início da década de 80, vem trabalhando no mapeamento dos solos cultivados com cana de açúcar, possuindo uma metodologia de Levantamento de Solos específica para a cultura da cana. Nesse sistema os solos são classificados, de acordo com suas características morfológicas, químicas e físicas, em diferentes unidades de mapeamento (tipos de solos).

Em cinco anos o CTC pretende mapear toda a área de suas associadas, que hoje somam 177 e compreendem uma área de 3 milhões de hectares. “Já temos 20% do projeto realizado e estamos esperando a reforma dos canaviais para fazer a análise do solo. A Carta de Solos e Ambientes de Produção permitirá melhoramentos em vários aspectos dos canaviais. Faremos a alocação das variedades e melhoraremos todo o processo de manejo da cana, desde o plantio à colheita”, afirmou o diretor superintendente do CTC, Nilson Zaranelo Boeta.

De acordo com Gustavo de Almeida Nogueira e o agrônomo da Copercana, Danilo Saulle, a Carta de Solos tem diferentes aplicações dentro da cultura da cana-de-açúcar, sendo as principais:

 · Manejo de variedades;

· Preparo e conservação de solos;

· Planejamento de adubação;

· Planejamento da época de plantio;

· Planejamento da época de colheita e

· Sistematização de talhões.

Visando facilitar o manejo de variedades, os diferentes tipos de solos são agrupados em cinco níveis de produtividade, conceituados como Ambientes de Produção. O conceito Ambiente de Produção foi desenvolvido pelo CTC através de estudos relacionando banco de dados de produtividade, em áreas comerciais, com diferentes tipos de solos em várias safras.

Com o elevado número de variedades existentes atualmente e perspectivas de lançamentos de novas nos próximos anos, o mapeamento dos solos se faz necessário para que se tenha sucesso e ganho de produtividade das atuais e das futuras novas variedades nos diferentes tipos de solos, evitando assim que ocorram erros nas suas alocações. Pesquisas realizadas pelo Centro de Tecnologia Canavieira demonstraram que uma variedade plantada num solo inadequado para ela pode gerar até 20% de perda de produtividade.

 

Classificação dos solos

O levantamento de solos é a caracterização morfológica, física, química e geográfica dos solos de uma área e pode ser utilizado para diversos fins. Os solos são classificados após a descrição da cor e textura, estrutura e consistência, análise química dos elementos em três camadas do solo.

Do ponto de vista agronômico, a primeira camada é a mais importante, pois nela se concentra a maioria das raízes e onde é realizada a maioria das operações de preparo de solo, aplicação de fertilizantes e corretivos.

Entre as características do solo, algumas são facilmente perceptíveis como a cor e textura. Outras, como estruturas e consistência, são mais difíceis de diferenciar.

A finalidade de qualquer classificação é a ordenação de conhecimentos com relação a um objetivo, visando facilitar a memorização de todas as suas propriedades, de maneira fácil e precisa.

Quanto maior o número de características essenciais que se conhece de uma unidade, melhor definida ela estará.

Dentro desse conceito, a classificação de solos visa ordenar os diferentes tipos de solos, diferenciá-los na paisagem e enquadrá-los nos Ambientes de Produção.


Diferenciação de SOLOS


 

Cartas de Solos de Ambientes de Produção

A carta de solos é o produto final do levantamento pedológico. Compõe-se de um mapa da distribuição espacial dos solos e de um memorial descritivo (relatório contendo todas as informações técnicas dos solos).

As áreas mapeadas são agrupadas em cinco ambientes de produção de cana-de-açúcar (A, B, C, D e E) considerando - se o potencial de produção de cada uma deles (Joaquim et al., 1994).

Os Ambientes são definidos pela interação de dois fatores: tipo de solo e produtividade das variedades de cana de açúcar.

Os Ambientes de Produção visam separar as áreas em diferentes potenciais de produção de cana de açúcar (A, B, C, D e E).

  A definição de Ambiente de Produção é baseada em um conjunto de fatores relacionados à produção, a exemplo do clima e manejo, mas o solo merece destaque por ser a base de sustentação da produção agrícola.

 

Etapas de execução do projeto:

1. Elaborar e enviar os mapas dos associados ao CTC.

2 . Interpretação de aspectos fisiográficos:

- Imagens de satélites;

· Relevo e

· Geologia.

3 . Trabalho de campo: Coleta de amostras de solo em três profundidades (0 a 25 cm, 25 a 50 cm e de 80 a 100 cm) em pontos georreferenciados;

· Delimitação dos tipos de solo e

· Descrições de informações gerais.

4. Envio das amostras ao laboratório de Análise de Solo.

5 . Determinação e interpretação dos dados analíticos (análises química e física de todas as amostras).

6 . Retorno ao campo com os resultados das análises para classificar o solo até o nível de grande grupo para enquadramento nos diversos ambientes de produção de cana-de-açúcar.

7 . Elaboração da Carta de Solos e Relatórios.

8 . Mapas de Ambientes de Produção.

Última atualização ( Sex, 14 de maio de 2010 09:56 )
 
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